A UNI enviou mensagem de congratulações e desejo de um mandato pleno de conquistas à diretoria da FENATTEL, assim como a entidade patronal das operadoras que não compareceu mas reafirmou em mensagem seus esforços por uma relação trabalhista e sindical construtiva com os trabalhadores.
No ato de posse, o representante da CUT, o companheiro Solaney, valorizou a luta pela unificação da categoria, e expressou que " a Central Unica apóia o projeto na categoria de telecomunicações, porque ele expressa uma necessidade na defesa dos interesses dos trabalhadores".
Para Ricardo Pattah, presidente da UGT, quem tem varios sindicatos na FENATTEL, a experiencia de unidade e convivencia democrática em torno dos objetivos da categoria é um exemplo que a FENATTEL oferece ao movimento sindical, e colocou a UGT à serviço da defesa dos interesses dos trabalhadores em telecomunicações.
A Força Sindical, destaca a tradição de ações conjuntas com o Sindicato de SP e que a partir da luta pela agenda comum dos trabalhadores, está também ao lado da FENATTEL, além de destacar algumas ações do Deputado Paulo Pereira, como o seu projeto que isenta de IR os ganhos de PPR.
Para a Presidente do DIEESE, Zenaide Honório, a ação da FENATTEL faz muito sentido porque antes ela só conhecia o próprio DIEESE como espaço de ações sindicais e convivencia plural e democrática e que ficou muito contente em ver uma Federação do tamanho da FENATTEL em uma categoria estratégica colocando essa política em prática.
Para a representante da entidade patronal SINSTAL, Vivien Suruagy, nestes anos ela aprendeu a respeitar as lideranças dos trabalhadores, em uma convivencia de debate franco e respeitoso entre as partes, ela que antes não tinha uma idéia muito clara da importância social das entidades sindicais.
A diretoria eleita para o período de 2012 a 2016 tem como prioridade o enfrentamento da precarização do trabalho e da terceirização, além de consolidar a unificação de datas - base e acabar com as diferenças salariais e de condições de trabalho e remuneração nas operadoras, com a conquista de uma Convenção Coletiva Nacional.
No plano das lutas gerais dos trabalhadores, a defesa das 40 horas, o apoio a um pacto produtivista a luta contra a desindustrialização do país estão em pauta, além do apoio á politica de distribuição de renda via aumento real do salário mínimo e a política de desenvolvimento do governo Dilma que tem proporcionado uma situação de pleno emprego em muitos setores, o que favorece as lutas e mobilizações do Movimento Sindical.
No setor de teleatendimento a luta também é por uma Convenção Nacional e pela imediata aplicação de 15% de aumento salarial retroativo aos salários de janeiro, além de politicas de proteção à saúde de centenas de milhares de jovens. As empresas do setor passaram a contar com uma forte isenção tributária – por ser um setor gerador de empregos e do primeiro emprego, e essa economia tem que ser revertida em politicas sociais, cujo primeiro ponto é a extensão dos convênios médicos aos dependentes.
Além do Ato de posse ocorreu em S.P. nos dias 8 e 9 a reunião do Conselho Deliberativo com representantes de todos os sindicatos filiados, que valorizaram muito o apoio e a firme ação solidária da Federação às demandas dos trabalhadores de todas as regiões.
No plano internacional, em relação à UNI, a FENATTEL aprovou as medidas que irão triplicar as delegações brasileiras nos fóruns de decisão, uma vez que a maioria das operadoras de telecomunicações e provedores de serviços são multinacionais que tem carreado milhões em recursos para suas matrizes em crise, às custas de intensificar a exploração do trabalho por aqui.
Almir Munhoz, assumiu a presidencia da FENATTEL, balizando a cada uma das entidades presentes à Mesa, o que a FENATTEL espera deles e demandando aos diretores, “espirito federativo, unidade e combatividade em prol dos interesses dos mais de 780 mil trabalhadores que representamos”.