O economista Márcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), classificou ontem à noite em Curitiba como "heróis" os brasileiros de famílias pobres capazes de conciliar o trabalho com o estudo.
"No Brasil, dificilmente um filho de rico começa a trabalhar antes de terminar a graduação ou, em alguns casos, até mesmo a pós-graduação", observou Pochmann.
"Os brasileiros pobres que estudam e trabalham são verdadeiros heróis. Submetem-se a uma jornada de até 16 horas diárias, oito de trabalho, quatro de estudo e outras quatro de deslocamento. Isso é mais do que os operários no século XIX."
