terça-feira, 23 de julho de 2013

Trabalhadores rejeitam proposta da ARM - Dia 25/07 é GREVE!


Do dia 08 até o dia 16/07, a diretoria do Sinttel visitou diversas cidades do interior do Estado realizando assembleias e avaliações com os trabalhadores da ARM para apreciação da proposta da empresa para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2014.

A indignação e repúdio contra a proposta da empresa ficou demonstrada na grande quantidade de votos que reprovaram tal proposta. Percebemos nas assembleias e avaliações que a insatisfação na empresa é geral, envolvendo todos os setores. Confira o resultado das votações:

LOCALIDADES
VOTOS A FAVOR
VOTOS CONTRA
Salvador
46
266
Feira de Santana
10
147
Itabuna
01
39
Vitória da Conquista
11
46
Juazeiro
00
21
Barreiras / Luis Eduardo
00
38
Jacobina
06
14
Irecê
01
09
Bom Jesus / Guanambi / Santa Maria
00
12
Paulo Afonso
01
13
Serrinha
01
08
Alagoinhas
00
19
Itaberaba
01
08
TOTAL
78
640

PORQUE A GREVE - A categoria já não aguenta mais os desmandos da ARM e OI. É arrocho salarial, descontos indevidos, má gestão, colocação de rastreadores, redução de combustível, demissões, falta de perspectiva de crescimento na empresa, dentre outros problemas. 

NOVA PROPOSTA – Diante da rejeição da proposta da empresa pelos trabalhadores, prontamente a ARM entrou em contato com o Sinttel, informando que estaria providenciando uma nova proposta. Caso a empresa apresente essa nova proposta, no dia 25/07 colocaremos para apreciação e votação dos trabalhadores. 

O QUE PODEMOS ADIANTAR SOBRE A GREVE DO DIA 25/07:

- Diante da rejeição da proposta da empresa, pelos trabalhadores nas assembleias realizadas, foi publicado no Jornal Tribuna da Bahia de hoje (18/07) um novo edital.  

- Caso exista uma nova proposta, primeiramente, colocaremos em votação esta nova proposta da empresa;

- Sendo essa proposta rejeitada, continua mantida nossa GREVE.

- Neste dia serão realizadas assembleias nas principais cidades da Bahia.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Após forte dia de greves e manifestações,Centrais Sindicais convocam Dia Nacional de Paralisação para 30 de agosto

As oito Centrais Sindicais, reunidas nesta sexta-feira (12) , fizeram um balanço positivo das ações que realizaram no dia ontem (11 de julho), “Dia Nacional de Greves, Paralisações e manifestações”. Diante disso, convocaram um novo “Dia Nacional de Paralisação” marcado para o dia 30 de agosto. O objetivo é pressionar a presidente Dilma para que atenda as reivindicações dos trabalhadores.

Para José Maria de Almeida, que juntamente com Atnágoras Lopes, esteve representando a CSP-Conlutas, “a definição desse chamado é muito importante porque, conforme ficou demostrado na força das mobilizações ocorridas (em praticamente todos os Estados país) no último dia 11, a classe trabalhadora está disposta e vai manter a pressão sobre o governo”.

De acordo com o dirigente, “ou a Dilma atende a pauta dos trabalhadores, até esta data, ou a paralisação nacional pode ser um caminho para uma greve geral no Brasil”.

Muito além do que as mais de 50 estradas bloqueadas nas diversas regiões do Brasil, durante os protestos do dia 11, o balanço de todas as Centrais deu ênfase aos milhões de trabalhadores e trabalhadoras que cruzaram os braços, fizeram greves e promoveram a paralisação da produção de diversos setores da indústria, do comércio e de serviços, a exemplo dos metalúrgicos das montadoras de São José dos Campos, Minas Gerais, São Paulo, capital e ABC, Santos e Rio Grande do Sul; operários da Construção Civil de Fortaleza, Belém e São Paulo, capital, além de comerciários e setores do transporte em algumas capitais, servidores do Paraná, entre outros. Para os diversos representantes das Centrais Sindicais a classe entrou com força na defesa de suas reivindicações e isso foi um elemento chave. As organizações presentes também destacaram as ações dos movimentos sociais, em especial do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).

A CSP-Conlutas chegou a propor que se definisse já pelo chamado a Greve Geral para o dia 30 de agosto. Essa forma, porém, não foi aceita pelas demais centrais. Ao final, todos concordaram com o chamado ao Dia Nacional de Paralisação, marcado para 30 de agosto. Até lá, as centrais vão exigir uma reunião com a presidente Dilma para, mais uma vez, exigir o atendimento da pauta unitária: redução do preço e melhor a qualidade dos transportes coletivos; mais investimentos na saúde e educação pública; fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias; redução da jornada de trabalho; fim dos leilões das reservas de petróleo; contra o PL 4330, da terceirização; Reforma Agrária.

Zé Maria reiterou ainda que é importante as Centrais Sindicais seguirem em unidade para arrancar essas conquistas para os trabalhadores brasileiros. Contudo, o dirigente fez uma ponderação: “Para conquistarmos nossas reivindicações temos enfrentar os governos, a começar pela presidente Dilma que, não só não atende a nossa pauta, mas segue aplicando uma política a serviço dos interesses do capital. Basta ver a manutenção do superávit primário, o envio de centenas de bilhões de nosso dinheiro público todos os anos pra pagar juros da dívida pública, a desoneração da folha aos empresários, aumento da taxa de juros, as privatizações, etc.”, salientou.

O dirigente da Central disse ainda que nessa batalha os sindicatos têm de ter um lado, ou seja, da classe trabalhadora, contra os patrões e o governo. “Devemos seguir com as mobilizações, realizar os protestos estaduais, preparar o dia nacional de paralisação e irmos criando as condições para realizarmos uma Greve Geral nesse país”, finalizou Zé Maria.

As centrais sindicais definiram ainda que vão pedir uma reunião com presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho) pra discutir sobre os ataques ao movimento sindical com o chamado “interdito proibitório”, com condenações e multas ao movimento. No dia 11 de julho, dezenas de liminares, com aplicação de multas de centenas de milhares de reais, foram concedidas, a pedido de instituições do governo, contra várias centrais sindicais. Os representantes das Centrais estavam indignados com isso. Também ficou definido o dia 6 de agosto como um dia de realização de protesto nos Estados e distrito federal contra o PL 4330.

Estiveram presentes na CSP-Conlutas, CUT, FS, UGT, CGTB, NCST, CGTB, CTB e CSB.
 
Fonte:
http://cspconlutas.org.br/2013/07/apos-forte-dia-de-greves-e-manifestacoes-centrais-sindicais-convocam-dia-nacional-de-paralisacao-para-30-de-agosto/
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Vivo e TIM foram multadas em R$ 4,2 milhões por propaganda enganosa

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, aplicou multas no total de R$ 4,2 milhões à Vivo e à TIM por propaganda enganosa. De acordo com o órgão, as operadoras causaram lesão a milhares de consumidores em todo o país.

A Vivo foi multada em R$ 2,6 milhões pela promoção “Vivo de Natal”. A TIM, por sua vez, pagará R$ 1,6 milhões pela campanha publicitária “Namoro a Mil”. Segundo as notas técnicas que consubstanciaram as multas, as duas operadoras obtiveram vantagem econômica com as promoções.

As duas operadoras devem depositar os valores definitivos das multas no Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD). As multas foram publicadas na edição desta terça-feira (9), do Diário Oficial da União.

Fonte:
http://institutotelecom.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4656:vivo-e-tim-foram-multadas-em-r-42-milhoes-por-propaganda-enganosa&catid=1:latest-news

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Calendário de Assembleias Regionais da ARM com indicativo de greve


Em virtude dessa proposta ridícula da ARM, os sindicatos realizarão assembleias nos Estados entre os dias 08 a 12 de julho, com orientação para rejeição e tirar data indicativa de greve para o próximo dia 25 de julho.

Durante este  período, os sindicatos irão junto com a Presidência da FENATTEL tentar marcar uma reunião com o novo Presidente da OI para pedir uma intervenção da operadora  no sentido de que a terceirizada apresente uma proposta decente para seus empregados e com isso possamos sair do impasse. O voto será secreto onde o resultado será a contagem das cinco localidades.

Calendário de Assembleias:

08/07
FEIRA DE SANTANA – Sede da ARM ás 08h
09/07
SALVADOR - portão do MAI 4 às 08h
10/07
ITABUNA – portão da OI às 08h
11/07
VCA – sede da ARM às 08h
12/07
JUAZEIRO – sede da ARM às 08h

Comissão Norte/Nordeste rejeita "esmola" da ARM


Foi uma verdadeira decepção para os dirigentes sindicais dos Estados da BA, CE, AL, AM, RR, AP e assessoria da FENATTEL a proposta que a ARM apresentou para fechamento do acordo coletivo de trabalho 2013/2014. A empresa esquece que os trabalhadores aguardaram ansiosos todo o ano, rezando para que chegassem as negociações com a esperança de recuperarem as perdas referente a inflação do período, mas, a ARM simplesmente numa hora dessas dá as costas e apresenta uma proposta ridícula que de imediato foi rejeitada pela Comissão Regional Norte/Nordeste. Apresentamos abaixo a proposta indecente da ARM:

REAJUSTE SALARIAL
Será aplicado a partir de julho/13 o percentual de 7,22% sobre o salário de mar/2013 para quem não teve reajuste em janeiro/13;
OSC e OPDG – passa para R$ 684,00 em julho e R$ 5,00 caso seus salários fiquem iguais ao salário mínimo em janeiro/14.

VR/VA
Passa a partir de julho/13 para R$ 14,00 com a redução do desconto para 16%.

ALUGUEL DO VEÍCULO
7,22% a partir de julho/13.

ABONO INDENIZATÓRIO  PELOS REAJUSTES EM JULHO/13
Para compensar o não reajuste em abril,  propõe uma parcela de abono no valor de R$ 120,00 na assinatura do acordo e outra parcela de R$ 100,00 em janeiro/14.

PRODUÇÃO
Em até 90 dias a empresa apresentará ao sindicato o novo programa de remuneração variável. Enquanto não apresentar propõe o reajuste de 7,22% a partir de julho/13.

DATA BASE
Propõe no próximo ano mudar a database para 1º de agosto.



quarta-feira, 26 de junho de 2013

FESTA DO SINTTEL 2013


Informações sobre a Festa do Sinttel 2013

Esse é o segundo ano que estamos realizando a Festa do Sinttel. A festa de uma das categorias mais importantes para a economia brasileira, com 50 mil trabalhadores só na Bahia e quase um milhão em todo país.

Essa festa é de vocês e estamos nos esforçando para produzir o evento que nossa categoria merece. Para obtermos o sucesso esperado nessa celebração, contamos com ajuda e participação de cada um de vocês.

Segue abaixo algumas informações sobre a retirada dos ingressos e procedimentos de entrada na festa. Contamos com a colaboração de todos e estamos esperando vocês para esse momento de paz, alegria e celebração.

- Terão direito ao ingresso apenas associados do Sinttel Bahia;

- Os ingressos serão distribuídos na Sede do Sinttel nos dias 01 e 03 de julho;

- Na entrada do evento, será obrigatória a apresentação do crachá da empresa e o ingresso da festa;

- Não sendo associado, o trabalhador poderá filiar-se no ato da entrega do ingresso;

- A Festa será fechada portanto não haverá venda de ingressos.

 Diretoria do Sinttel Bahia

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Número de greves no país em 2012 é o maior em 16 anos


O Brasil teve em 2012 o maior número de greves dos últimos 16 anos, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Foram 873 ocorrências, número que não era alcançado desde 1996, quando a pesquisa identificou 1.228 greves. Em relação a 2011, o aumento foi de 58%.

O Dieese contou 87 mil horas paradas no ano passado, maior nível desde 1990, ano em que os trabalhadores acumularam 117 mil horas de greve. As principais reivindicações foram reajuste de salário e introdução, manutenção ou melhoria do auxílio alimentação (veja tabela abaixo).

Principais reivindicações                                                               (% do total)

Reajuste salarial40,7
Alimentação26,9
Plano de Cargos e Salários23
Participação nos lucros19
Salários atrasados18,3
Piso salarial16,2
  • Os números somam mais de 100% porque na mesma greve pode haver mais de uma reivindicação. Fonte: Dieese


Os dados incluem as paralisações, que os pesquisadores chamam de “greves de advertência”, aquelas que são iniciadas já com data para terminar e normalmente duram um dia.

Ao contrário do que se poderia pensar, o aumento do número de greves, neste momento, não está relacionado à piora do mercado de trabalho, mas justamente ao oposto disso. Com o desemprego em baixa, os assalariados se sentem mais seguros para se manifestar. Do outro lado, os empregadores têm mais dificuldade de substituir seus funcionários.

Essa tese fica evidente quando se olha para os resultados alcançados e para as reações das empresas. No balanço do Dieese, nota-se que a maior parte das reivindicações (75%) foi atendida pelo menos parcialmente, ao mesmo tempo em que medidas patronais como desconto de salário ou ameaça de demissão foram mínimas (8% do total).

Em outras palavras, o poder de barganha dos assalariados aumentou, fato que é reforçado também por uma outra pesquisa do Dieese, segundo a qual 95% das negociações coletivas de salários no ano passado terminaram com reajuste acima da inflação. Em 2003, apenas 19% delas tiveram esse resultado.

“Gente que antes não fazia greve porque tinha sensação de insegurança com o emprego, agora está fazendo. Se os salários atrasam, os trabalhadores param mesmo”, disse Rodrigo Linhares, do Dieese.

Setor privado lidera - Os empregados do setor privado fizeram mais greves (53% do total) e foram mais bem sucedidos. Nesse segmento, 85% dos movimentos foram ao menos parcialmente atendidos e em menos de 2% os pedidos foram inteiramente rejeitados. Ainda no setor privado, quase 30% das greves terminaram com o compromisso de que as negociações prosseguissem após a volta ao trabalho, como indica a tabela abaixo.

Greves nos setores público e privado

ResultadoSetor privado Serviço públicoEstataisTotal
Reivindicações atendidas integralmente32%16,4%0%25%
Reiv. atendidas parcialmente52,8%46,8%47,6%50,2%
Reiv. rejeitadas1,6%11,9%4,8%5,6%
Prosseguimento das negociações29,8%39,3%47,6%34%
  • Fonte: Dieese

As colunas somam mais de 100% porque algumas vezes as reivindicações são parcialmente atendidas durante a greve e, ao mesmo tempo, os empregadores dão prosseguimento às negociações após a volta ao trabalho.
O estudo também mostra que a reação dos empresários foi menos incisiva do que a das autoridades públicas. Apenas um terço dos casos registrados no setor privado foi parar na Justiça; no setor estatal, a proporção foi de 41%.

Investimentos - O fato de os assalariados terem obtido sucesso nas negociações coletivas de salário representa uma conquista no curto prazo. A dúvida é se tal situação é sustentável por um período mais longo.

Para que as empresas paguem bem aos funcionários e se mantenham competitivas, é necessário que a produtividade acompanhe os reajustes salariais. Do contrário, as companhias podem perder espaço no mercado internacional.

O governo cortou impostos sobre a folha pagamento de diversos setores, mas essas medidas não foram suficientes, pelo menos até o fim do ano passado, para estimular os empresários a investirem mais. Ao contrário, ao mesmo tempo em que os empregados conseguiram reajustes acima da inflação, os investimentos caíram de 19,3% do PIB (produto interno bruto), em 2011, para 18,1%, em 2012.

Fonte:
http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2013/05/23/pais-tem-maior-numero-de-greves-dos-ultimos-16-anos-diz-dieese/